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| Atrações naturais |
O lugar ideal para o eco-turismo

O município de Tucuruí é recheado
de atrativos naturais, ideais para o lazer de quem visita o lugar. Existem inúmeras
praias do rio Tocantins, algumas não exploradas e nos rios e igarapés dos afluentes do
Tocantins existem corredeiras e cachoeiras.
Além disso, o potencial pesqueiro do município é imenso, tanto para a pesca
profissional como para a amadora e principalmente, para a pesca esportiva que atrai
centenas de pessoas todos os anos à Tucuruí. O imenso Lago Artificial formado ao se
barrar o rio Tocantins e encher 2.430 km2, é composto de 1.600 ilhas.
Hoje são necessários 35 dias para que toda a água do lago da Usina Hidrelétrica
Tucuruí, um total de 45,8 bilhões de m3 seja renovada. Assim, houve condições
propícias e ideais para a proliferação de muitas espécies, entre elas destacam-se:
pirarucus, traíras, manjubas, maparás, filhotes, douradas, surubins, arraias e até
poraquês (o peixe elétrico da Amazônia). No entanto, foi o Tucunaré, um dos peixes
esportivos mais cobiçados de todo mundo, que encontrou excelente ambiente para reproduzir
em toda a extensa área do Lago.
Outro grande atrativo do município de Tucuruí são os parques e as áreas de reserva
ambiental. Hoje, existem muitas áreas de reservas, localizadas nas inúmeras fazendas da
região que estão se tornando áreas particulares. No entanto, existe uma grande área
natural preservada do município que é a reserva dos Índios Assurini, localizada a 18 Km
da sede de Tucuruí, na Rodovia Transcametá. Essa extensa área de reserva é atravessada
pelo o rio Trocará.
Bases de Soltura Em Tucuruí
é possível ver de perto espécies como o jabuti, macaco guariba, macaco prego, veado
mateiro, cutia, jacu, mutum, nambu, sagui, quatipuru, macaco mão de ouro, macaco cuxiú e
preguiça que foram capturadas e agora vivem em bases de soltura, criadas em 1984, para
inventariar e buscar alternativas de salvamento para a fauna que habitava o reservatório
da hidrelétrica.
A captura desses animais aconteceu através da "Operação Curupira" (nome de
uma entidade mitológica da Amazônia, que com seus pés para trás consegue enganar os
inimigos da floresta) desenvolvida sob a coordenação do INPA, pesquisadores e técnicos
do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), Universidade Federal do Pará (UFPA), Instituto
Evandro Chagas (IEC), Centro Nacional de Primatas (CENP) e o Instituto Butantã, com apoio
logístico da Eletronorte. Foi realizada uma varredura nos 2.430 km quadrados do
reservatório que conseguiu resgatar quase 100 mil animais, que buscavam refúgio nas
árvores e nos pontos mais altos, e encaminhar 2 mil para instituições de pesquisa. O
restante foi solto nas ilhas onde foram instaladas as bases de soltura.
Duas Bases continuam em operação e ainda hoje recebem animais recapturados pelo Ibama na
região de Tucuruí. Em uma delas são desenvolvidos trabalhos de observação de animais.
Essa base é fiscalizada por via terrestre e aquática visando impedir atividades não
autorizadas como a caça e a derrubada de vegetação a fim de garantir a integridade da
área de aproximadamente 1.235 ha e distante cerca de 60 km da barragem (1h30 de
voadeira).
Atrativos Ecológicos,
Técnicos e Científicos
A Usina Hidrelétrica de
Tucuruí é um desses atrativos que está situado no Rio Tocantins, 350 km ao sul de
Belém, capital do Estado do Pará. Desde a sua inauguração, a Hidrelétrica beneficia
cerca de 11 milhões de habitantes em 360 municípios e atende 96% do mercado de energia
elétrica do Pará, 99% do Estado do Maranhão, além do norte do Estado de Tocantins e do
intercâmbio de energia com a Companhia Hidrelétrica de São Francisco - CHESF, na
região Nordeste do Brasil.
Com a construção da segunda etapa da Hidrelétrica, que já está em andamento, às 12
turbinas existentes serão acrescidas outras 11 unidades geradoras que, juntas, irão
ampliar a capacidade de geração de 4.000 para 8.370 MW em 2006, constituindo-se na
quarta Usina Hidrelétrica do mundo, a maior totalmente brasileira, ostentando o maior
vertedouro da face da Terra, possibilitando o atendimento a cerca de 40 milhões de
pessoas.
Atualmente a energia gerada em Tucuruí supre as concessionárias estaduais de energia,
atendendo aos grandes consumidores industriais produtores de alumínio, minério de ferro
e silício metálico, e constituindo-se numa frente de desenvolvimento de empregos, de
renda e de incentivo para municípios carentes de energia elétrica, limpa, segura e
renovável, sem impactos ambientais, mantendo-se a mesma área do reservatório existente.
O escoamento da energia a ser produzida na segunda etapa se fará, principalmente, por uma
linha de transmissão em 500 mil volts, interligando a região Norte às regiões Oeste,
Sul e Sudeste o que vai abrir um mercado consumidor gigantesco. Por isso, foi chamada de
Usina da Integração Nacional. Essa interligação permitirá ainda o melhor
aproveitamento dos regimes hidrólogos diferenciados entre as regiões Norte, Sul e
Sudeste e o acréscimo de mais de um milhão de quilowatts ao Sistema Nacional.
Outro grande atrativo ecológico, técnico e científico é o
Banco de Germoplasma, criado em 1984 através de um projeto conjunto da Eletronorte e do
Instituto de Pesquisa da Amazônia - INPA.
O banco é localizado em uma ilha de aproximadamente 3 km da barragem com 100 hectares de
área, onde existem cerca de 15 mil árvores de 46 espécies diferentes. O objetivo e a
finalidade desse lugar é contribuir para a obtenção de subsídios científicos, salvar
os recursos fitogenéticos presentes na vegetação para obtenção de novas linhagens e o
salvamento de espécies restritas às áreas atingidas pela barragem ou espécies
consideradas raras e também de considerado valor econômico.
Atualmente vem se desenvolvendo um programa de revitalização do Banco de Germoplasma,
que tem como objetivo colher sementes e produzir mudas para distribuir entre as
instituições, fazendeiros e moradores da região que se interessarem e um possível
reflorestamento em áreas degradadas e inadequadas ao meio ambiente, principalmente, nas
margens do Lago, introduzindo espécies locais e adaptadas as oscilações do nível de
água e cujo os frutos sirvam de alimento.
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O Tucunaré é, mundialmente, o mais procurado peixe de águas interiores. Sua esportividade enche os olhos e a alma de qualquer pescador esportivo. Independente de sua variedade (açus, amarelos, pacas...), o Tucunaré é de uma valentia ímpar. |
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